Qual a melhor arma contra a criminalidade?

  O fenômeno da insegurança nos afronta a ponto de nos deixar impotentes. O medo consequente dessa insegurança cria uma necessidade de autoproteção. Por isso, O Rappa cantou “as grades do condomínio são para trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão”. Cada vez mais, somos reféns da insegurança e da nossa busca pessoal por segurança.   Por isso, é natural que a população analise como justa defesa a possibilidade de portar armas. Se o Estado não é capaz de me proteger, protejo-me por conta própria. Eu entendo esse pensamento, todavia eu questiono se…

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A escolha do médico

  Se for gay, eu salvo Se for hetero, também salvo Preto, branco ou colorido, merece salvamento “PTista” ou “Bolsonarista”, sem titubear, salvarei Pobre ou rico, eu investirei todas as possibilidades Jovem ou idoso Pouco importará! Lutar para salvar Analfabeto ou letrado tem os mesmos direitos Salvarei do mesmo jeito Nordestino, será cuidado Sulista, será acolhido Haitiano, igualmente Morador de rua com os mesmos recursos Magnatas também serão respeitados E o traficante? Também será salvo E o policial? Lutarei por ele com todas as minhas forças Vida é vida! Pouco me importa quem está com a ferida Sem escalonamentos de…

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A vida não alivia

  Como sempre, eu costumo filosofar e, se o assunto for a vida, a reflexão filosófica sempre será rica e empoderada. Essa vida deveria ser sempre percebida por nós como uma dimensão a ser conquistada e desbravada. Por isso, ela é bela a despeito das suas dificuldades que são imensas. Costumo dizer que a vida não alivia. Quando ela se posta e se expressa com a realidade das coisas, não haverá possibilidade de negociação. Nunca poderemos barganhar com o que a vida nos mostra. Podemos negar, podemos nos esquivar, podemos racionalizar e podemos nos esconder. Mas, quando a vida cobra…

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A vida não tem espaço para questiúnculas

Tudo passa rápido. Quando notamos, a jornada aqui findou. O tempo acabou e, por vezes, ficamos presos ao supérfluo. Gastamos nossa energia vital naquilo que não se devia ter gasto. Perdemos oportunidades. Esquecemos o essencial em face do trivial. Beijos, afagos e abraços são deixados de lado. Acabamos por nos esquivar daquilo que vale a pena. Um caminhar repleto de bobagens que não leva a lugar nenhum. O real valor da vida consumido por questiúnculas que não agregam. Isso tem um preço, visto que, nossa pulsão e força pelo viver vai sendo minadas. Consequentemente, além de cansados, ficamos frios e…

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Aborto – liberdade ou culpa?

  O que é vida? Quando a vida se inicia? Qual liberdade de escolha deve prevalecer? Seria a escolha da mãe que não deseja a gravidez? Mas, como faremos com a impossibilidade de escolha do feto que, justamente, por não ter nascido, não teve como escolher a sua existência?   Esse número de perguntas prova que a discussão ética sobre o aborto é repleta de análises diversas. Portanto, evitarei aqui culpabilizações desnecessárias. O que valerá, nesse momento, é aprofundar o contexto ético dessa questão. Trago, então, uma pergunta reflexiva – liberdade e preservação da vida podem coexistir?   Se a…

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Eu escolho salvar…

Num programa de TV, eis que foi construído um conflito onde é necessário escolher quem deverá ser salvo: um traficante ou um policial. Qual seria a escolha correta? Não é possível escrever esse pequeno artigo reflexivo sem, primeiro, criticar a forma como o programa absorveu essa discussão. Uma situação dessas, que necessita de um aprofundar ético, não pode ser discutida sob a égide maniqueísta de uma simples escolha.  Pelo menos três perguntas norteadoras deveriam ser trabalhadas. Qual o valor de uma vida? Qual vida vale mais e o porquê desse valor maior? Escolher uma vida em face da outra, cria…

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Eu estou vivo…

  Quando os amigos mais próximos me perguntam o porquê do Jiu-Jitsu, sobretudo nesse momento da minha viva, eu respondo que estou vivo. De fato, não esperava essa grata e prazerosa surpresa na minha vida. Algo que fosse capaz de mesclar atividade física, bem estar, amizades, disciplina e foco. O Jiu-Jitsu, realmente, tem me ofertado tudo isso e, por esse motivo, o indico a todos que tenham motivação e possibilidade de praticá-lo.   Dentro desse contexto, eu novamente me peguei a pensar sobre o ato de viver. Então, pergunto-vos: o que seria estar vivo? Muitos vivos já estão mortos e…

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Fotos da nossa infância

  Como é interessante perceber que todos nós temos fascínio pelas nossas imagens da infância. Namoramos, nostalgicamente, todas elas. Quem sabe, isso tenha uma fundamentação filosófica e psicanalítica. É muito mais do que meras recordações e lembranças. Na verdade, é um resgate de nós para nós mesmos. É como se fosse o adulto de hoje dizendo para aquela criança de outrora que “muita coisa boa, bela e pura se perdeu no meio do caminho do envelhecer”. Por isso, gostamos de admirá-las e, em tempos de mídias sociais, de postá-las. Com o avanço dos anos, crescemos em muitos aspectos, contudo nos…

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Imagina! Não sou preconceituoso

    Não somos preconceituosos… Mas, Não aceitamos mulheres com salários iguais aos homens Não somos preconceituosos… Mas, Não aceitamos cotistas nas universidades Não somos preconceituosos… Mas, Não aceitamos os homossexuais e os achamos promíscuos Não somos preconceituosos… Mas, Não entendemos que a proibição da maconha não ajuda em nada Não somos preconceituosos… Mas, Não percebemos que o periférico é visto diferente daquele que vive nos bairros  nobres Não somos preconceituosos… Mas, Não queremos enxergar que o negro pobre apanha da polícia muito mais do que o branco rico Não somos preconceituosos… Mas, Não criticamos a fala de que “a…

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Maconha: o que se ganha em criminalizar?

Em meio a tantos preconceitos, alimentados pelo obscurantismo do conservadorismo, essa seria a pergunta a ser feita para aqueles que apóiam a criminalização. Quando criminalizamos aquele que porta maconha para o consumo próprio, ganhamos o que em termos de saúde pública e em termos de medidas de impacto para o seu tratamento? Além de ser claramente uma medida ineficiente para a segurança pública, o ato de criminalizar o usuário de maconha dificulta ainda mais as propostas terapêuticas. O motivo disso é simples – a criminalização rotula e exclui. Para modificar comportamentos com potencial de gerar problemas, será sempre necessário trabalhar…

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