Uma imagem, uma mensagem

criança síria

Algumas imagens falam por si só. Algumas imagens são capazes de evidenciar aos homens o que os próprios homens são capazes de fazer. Algumas imagens são eternas e, infelizmente, esta eternidade provém da possibilidade de extrairmos o afeto por detrás da película. Abaixo, temos uma destas imagens. Uma criança síria se entregando, num ato de medo, por ter confundido o cano de uma câmera de filmagem com um cano de um fuzil.

Quantos fuzis já foram apontados para ela?

Quantas pessoas ela já viu cair ao solo depois de rajadas de fuzis?

Quantos fuzis? Quanta maldade? Quanto abandono? Quanta tristeza?

Uma infância perdida. Uma infância roubada. Uma infância que a criança deixa de ser lúdica e sorridente para se transformar num ser envelhecido, sofrido, assustado e sem perspectiva.

A imagem dói e nos aponta uma reflexão. Talvez, a dor machuque mais naqueles que acabam se culpando, visto que, outros tipos de “fuzis” (descasos e violências) podem existir bem próximo da nossa vida.