O privilégio de ser psiquiatra

 

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Hoje, agora a pouco, atendi um paciente de 90 anos, extremamente lúcido, que era portador de um câncer terminal (Ca de pâncreas metastático). Ele foi encaminhado por um colega médico que me passou sumariamente o que se pretendia com a minha avaliação. Enfim, pensei, ao ver o sinal da sua chegada na agenda, que teria uma consulta densa e triste.

Eis a surpresa! Diante de um paciente húngaro que viveu na Hungria durante a 2o Guerra Mundial e que sofreu junto da sua família a maldade humana deste período, eu recebi uma aula de amor, paz, bondade, carinho e história.

Escutei um relato histórico e amoroso, mesmo com a dor deste período, em que ele fala detalhes extraordinários daquela época e do amor ao próximo que provavelmente não escutarei mais nesta trajetória de vida ocupacional.

Não sei quantos retornos ele terá, pois seu prognóstico de vida será de poucos meses. Contudo, ele deixou, ao final da consulta, a mensagem de “que a vida deve ser BEM vivida”

Então, viva intensante