A vida não alivia

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Como sempre, eu costumo filosofar e, se o assunto for a vida, a reflexão filosófica sempre será rica e empoderada. Essa vida deveria ser sempre percebida por nós como uma dimensão a ser conquistada e desbravada. Por isso, ela é bela a despeito das suas dificuldades que são imensas. Costumo dizer que a vida não alivia. Quando ela se posta e se expressa com a realidade das coisas, não haverá possibilidade de negociação. Nunca poderemos barganhar com o que a vida nos mostra. Podemos negar, podemos nos esquivar, podemos racionalizar e podemos nos esconder. Mas, quando a vida cobra de todos nós, não existe escolha, pois deveremos pagar pelos erros e omissões. No entanto, poderemos, também, nos deliciar com os acertos e conquistas. Assim, é a vida! Bela em sua magnitude, mas com potencial de machucar sem arrodeios. É por isso que nunca conseguiremos viver sem sentir dores. Faz parte do processo de viver. Sem notar, crescemos em todos os aspectos ao passar pelos diversos momentos nebulosos da nossa existência. A cada escorregão, passos fortes surgirão. A cada lágrima, novos sorrisos acontecerão. A cada vontade de desistir, muitos desejos de continuar nascerão. Essa é a nossa jornada. Por vezes, dolorosa, sim, todavia com possibilidades deveras de inúmeras coisas boas. Temos uma chata mania de valorizar o que é negativo e acabamos por esquecer daquilo que ganhamos. A vida não alivia, contudo, mesmo sem aliviar, temos todas as possibilidades de construir uma equação positiva. O vetor da vida pode nos levar a caminhos fantásticos. Permita-se! Afaste construções pessimistas e derrotas descabidas. Jogue-se para o mundo. Acredite! Ele é seu. O mundo é seu. Deguste-o e aproveite sua estadia aqui.

 

Régis Eric Maia Barros