Eu posso, mas eu devo?

Dentre os aspectos que norteiam o pensar ético, vale ressaltar pelo menos dois – a liberdade de escolha e o conhecimento (consciência) das consequências da ação moral. Sem isso, ficará complicado o estudo ético dos valores morais bem como as responsabilizações pelos atos praticados. Essas premissas se evidenciam em dois verbos interligados (poder e dever) os quais determinarão os valores a serem realizados pelos indivíduos numa sociedade. Às vezes, nas escolhas morais da vida, nós podemos, mas não devemos ou nós não podemos, mas devemos ou nós não podemos e não devemos ou nós podemos e devemos. Parece confuso, mas…

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“Fé” e “Razão”

A “fé” e a “razão” viveram e sempre viverão momentos harmônicos e desarmônicos bem como de aproximação e de oposição. Não tem jeito, a evolução do pensar humano mostra isso. Contudo, a “fé” sempre mobiliza e traz em si e por si algo, por vezes, inexplicável – a vontade de significar. Nesta construção, eu poderia usar alguns autores clássicos (Platão e Aristóteles) ou medievais (Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino) para falar da fé. Todavia, eu citarei a percepção de Deus por um humanista com influências da Escolástica (Nicolau de Cusa). Assim, ele escreve: “Deus, concebido como o…

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Minha casa – um lugar sem preconceitos

  O mundo está repleto de diversos seres maus que propagam a defesa dos bons valores. Supostamente, eles falam que defendem o justo, o correto, a família e os bons princípios. Quando os vejo bradar, lembro-me da analogia da fábula em que “os lobos estão na pele de cordeiros”. É por aí! Alguns usam o nome de Deus para cuspir seus preconceitos. Outros discursam “a favor” da família como se existisse alguém contrária a ela. O que realmente temos são seres preconceituosos e perversos os quais, salvo a exceção, são repletos de dificuldades emocionais. O fato de não aceitar as…

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O escritor

O escritor vive e revive a realidade dos fatos e a fantasia dos sonhos. Ele se envolve com as suas descrições pessoais contidas nos escritos além de se emocionar com os seus relatos dos outros (personagens reais ou fictícios). As histórias se misturam e o escritor, por vezes, sai do seu papel, pois ele torce, chora, grita e conversa com os personagens das suas obras. O conteúdo das histórias saltita do papel ou da tela do computador e arremata o escritor o qual, silenciosamente, sente tudo que foi materializado nas laudas. O escritor transcende e se perde entre a realidade…

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O meu sotaque

Forte e característico; Fonético e rico; Capaz de me identificar; Com ele, saúdo; Ó meu Ceará; Cantado e harmonioso; Um falar esplendoroso; Representando um povo; Que ama; Que acolhe; Que sorri; Evidenciando a felicidade; Mesmo com a maldade; Da seca e do intemperismo; Mesmo com o esquecimento; Dos governos; Mesmo com o desrespeito; Dos políticos; Um verbalizar guerreiro; Marcante e pitoresco; Um expressar aventureiro; Conteúdos gigantescos; Extraídos da minha voz; Altiva e feroz; Demonstrando de onde eu sou; Com orgulho; Um cearense; Um Sertanejo; De sotaque em cordel; Uma identificação fiel; Antes de tudo, um forte; Nós somos… Régis Eric…

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Obrigado filosofia

Prezados, Cada vez mais, eu fico grato à filosofia. Como é bom ler, ver o mundo, observar alguns movimentos humanos e entender alguns eventos do ser e da sociedade. A filosofia permitindo um crescimento. Desarmando mitos. Dimensionando conhecimento. Fomentando a razão. Valorizando a ética e a moral. A felicidade e o bem sendo trabalhados. A busca constante de olhar para si e, também, para fora. A necessidade de decifrar e ver além do empirismo. Embora haja uma valorizar dos sentidos e do senso comum, a reflexão racional permite-me muito. Ela me possibilita mais. Em meio a tanta cegueira, a filosofia…

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Palavras…

Palavras… Saudade uma palavra doída; Uma ferida; Que nunca fecha; Lateja; Até não suportar mais; Uma ausência presente; Capaz de tirar a paz; Amargura crescente; Daquelas que machuca a mente; Mentir por quê? Por que a mentira? Talvez, suportar a dor; Dor, outra palavra doída; Inóspita e emagrecida; Atuando de maneira corrompida; Corrompendo a alma; Que soluça na fala; Sensação que entala; Entalhada no âmago; Por isso, não causa espanto; Que uma outra palavra, a incerteza Também doerá; Aniquilará a pureza; Prejudicará a leveza; Do natural; Essa palavra atrevida; De potência descabida; Gerando a dúvida corroída; Corroendo a tranqüilidade; Palavras…

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Para onde você vai?

Às vezes, creio que navegamos numa nau sem rumo. Tocamos a vida sem nos perguntarmos e sem nos posicionarmos, inclusive para nós mesmos. Em uma época tecnológica e de superficialidades em progressão geométrica, isso está cada vez mais comum. Lendo um pouco sobre a Filosofia Renascentista e sobre os seus humanistas, eis que encontrei a citação abaixo de Francesco Petrarca que, em meio a um movimento filosófico e histórico sedento pelo saber, apontava que a sede precisava de um líquido moral primeiro – conhecer a si mesmo. De uma forma bem diferente e com uma nova leitura, reeditava-se a fala…

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Quem é e quem não é traficante?

A nova normatização sobre drogas (Lei 11.343/2006) trouxe uma atenuação em relação à pena para o usuário de substâncias psicoativas. Embora uma proteção ao usuário de drogas tenha sido buscada, temos uma grande questão ética e social inserida no arcabouço jurídico dessa lei. Consequentemente, como em outras legislações, interpretações diferentes poderão acontecer sob influência de construções sociais, econômicas e morais. A referida norma usa alguns dos mesmos verbos (adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar, trouxer consigo, semear e cultivar) para definir a caracterização de usuário e traficante. Há uma ressalva sobre o consumo pessoal, porém nem sempre isso é uma…

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“Ser belo” é diferente de “querer ser belo”

Existem pessoas que forçam a barra e que artificializam as coisas. Alguns são “belos” de maneira autóctone com beleza in natura. Essa beleza não é de representação estética, mas sim interna e filosófica. Tal beleza é capaz de transformar esse ser “belo” numa referência natural para os outros, visto que a sua beleza é admirada por todos sem arbitrariedade.  Eis a grande diferença do ser “belo” real e do ser “belo” fake. Os princípios humanos daquele que realmente é “belo” são explicitados para o mundo de forma espontânea e para isso não precisa de maquiagem ou outro correlato. A beleza…

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