Minha casa – um lugar sem preconceitos


Leo careta Ben careta

O mundo está repleto de diversos seres maus que propagam a defesa dos bons valores. Supostamente, eles falam que defendem o justo, o correto, a família e os bons princípios. Quando os vejo bradar, lembro-me da analogia da fábula em que “os lobos estão na pele de cordeiros”. É por aí! Alguns usam o nome de Deus para cuspir seus preconceitos. Outros discursam “a favor” da família como se existisse alguém contrária a ela. O que realmente temos são seres preconceituosos e perversos os quais, salvo a exceção, são repletos de dificuldades emocionais.

O fato de não aceitar as pessoas como elas são (negros, homossexuais, nordestinos, pobres, pessoas de etnias e religiões diferentes) evidencia o mal e, neste ambiente, ele se propagará como a verdade. Assim, os rótulos são construídos e perpetuados. A sociedade está cheia desses “falsos bons homens” que se intitulam defensores das melhores virtudes humanas.

Para eles, restar-me-á mostrar a diferença, ou melhor, eu mostrarei que na minha casa é diferente. Essa é a melhor forma de quebrar seus argumentos toscos e cretinos. Então, ressalto que na minha casa, não há espaço para isso. Ensinamos os nossos filhos (Léo e Ben) a amar. Ensinamos a eles que devemos amar os outros como eles são. Como dito por Renato Russo, “precisamos amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, pois o amanhã poderá ser usado como desculpa e barreira para o amor. Aqui, na minha casa, beijamos todos que nos visitam e as portas estão abertas para todos de todos os tipos. Sem distinção, o beijo e o sorriso, estampados nos nossos rostos e materializados nos nossos corações, são os mesmos. Citando, novamente, Renato Russo, posso afirmar que, aqui, na minha casa, entendemos que “sem o amor, nada seremos”. Na verdade, o mundo não existe sem amor. Estes senhores, que julgam maldosamente o alheio pelo fato do alheio ser diferente, estão destruindo o mundo.

Aqui, na minha casa, o Léo e o Ben amam, pois o amor é transcultural, sem etnias, sem ideologias e sem gênero. Para calar os preconceituosos, resta-nos fazer uma crítica engraçada e cômica. Desse modo, compartilho caretas em tom de deboche. Com elas, mostramos nossa indignação frente ao comportamento dos preconceituosos e repudiamos a toda manifestação de preconceito que possa existir.

Régis Eric Maia Barros