“Fé” e “Razão”

fé e razão

A “fé” e a “razão” viveram e sempre viverão momentos harmônicos e desarmônicos bem como de aproximação e de oposição. Não tem jeito, a evolução do pensar humano mostra isso. Contudo, a “fé” sempre mobiliza e traz em si e por si algo, por vezes, inexplicável – a vontade de significar.

Nesta construção, eu poderia usar alguns autores clássicos (Platão e Aristóteles) ou medievais (Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino) para falar da fé. Todavia, eu citarei a percepção de Deus por um humanista com influências da Escolástica (Nicolau de Cusa). Assim, ele escreve:

“Deus, concebido como o máximo de todos os máximos, contém em si todas as coisas. Assim como o universo é a manifestação ou “contração” de Deus, da mesma forma cada ser é a contração do universo e, indiretamente, também de Deus”.

Enfim, nessa análise, Deus está em tudo desde o universo até em cada ser que, por sua vez, carrega em si o próprio universo e, por conseguinte, Deus.

Moral da história: estamos conectados e em conexão…

Boa noite

Régis Barros