O alívio de um potencial suicida
Tenho um paciente bem culto e diferenciado. Ele tem mais de uma formação acadêmica. Uma pessoa de conhecimento vasto com um gosto apurado pela filosofia e as ciências humanas. Ele é portador de transtorno afetivo bipolar e, como de praxe, tem episódios afetivos de elação de humor e de humor deprimido. Na última consulta que foi antecipada a pedido dele, observei uma sintomatologia depressiva perigosa. Junto dela, havia um olhar pessimista sobre a vida e uma desesperança que me preocuparam. Assim, ele se colocou: “Doutor, estou preocupado comigo. A vida está sem graça. Não estou conseguindo perceber e dar sentido…