Aos alunos do 6º período da medicina UniCeub (2017.2)

CRM - turma 2017.2

Eis que uma nova etapa é finalizada. Nessa semana, terminamos o semestre. Portanto, as férias, tão desejadas, chegaram. De fato, a necessidade de recarregar as baterias é algo bem oportuno. O curso médico gera desgastes surreais. Defendo, inclusive, que tal situação precisa ser revista pela possibilidade de proporcionar vários adoecimentos. Com essa mensagem, venho desejar boas férias. Foi um prazer e uma honra conviver esse semestre com vocês, futuros colegas. A jornada, durante a graduação em medicina, é árdua, mas também apaixonante. Ficam muitos aprendizados e inúmeras saudades. A nostalgia sempre estará presente nesse caminhar da profissão médica. Mesmo na velhice, quando estivermos bem antigos na profissão, lembraremos de situações e relações vividas nos tempos da graduação. Vocês se lembrarão disso. Tenho certeza que sim! E a nossa disciplina baseada em discussões sobre ética médica? O que poderemos extrair dela durante essa magnífica possibilidade de ser médico? A resposta poderia ser resumida numa única frase: “sem ética, não há medicina”. Na verdade, nunca existirá medicina se a ética faltar. De nada adiantará os 6 anos de extenuantes estudos na graduação. De nada adiantará o tempo de aprendizado na residência médica. Sem embasamento ético, nós, médicos, seremos incapazes de ajudar e de fazer o bem. Sem ética, por mais que tenhamos uma técnica diferenciada, não seremos médicos. A medicina, na verdade, é a ciência da saúde que beija e enamora, diariamente, o humanismo. Portanto, agir com a necessidade de pensar no certo e no justo fará de nós seres virtuosos. Claro que erraremos algumas vezes durante nossa prática. Esse não é o problema, pois somos humanos. O problema estará em agir de forma sabidamente equivocada. Carreguem isso consigo. Tenham uma jornada médica limpa e façam disso uma normativa. Quem sabe esse seja um dos caminhos para fortalecer a medicina. Precisamos olhar para nós mesmos.

Sejam felizes e tenham uma bela vida na medicina!

Abraços Fraternais

Prof. Régis Barros