“Fé” e “Razão”

A “fé” e a “razão” viveram e sempre viverão momentos harmônicos e desarmônicos bem como de aproximação e de oposição. Não tem jeito, a evolução do pensar humano mostra isso. Contudo, a “fé” sempre mobiliza e traz em si e por si algo, por vezes, inexplicável – a vontade de significar. Nesta construção, eu poderia usar alguns autores clássicos (Platão e Aristóteles) ou medievais (Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino) para falar da fé. Todavia, eu citarei a percepção de Deus por um humanista com influências da Escolástica (Nicolau de Cusa). Assim, ele escreve: “Deus, concebido como o…

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Obrigado filosofia

Prezados, Cada vez mais, eu fico grato à filosofia. Como é bom ler, ver o mundo, observar alguns movimentos humanos e entender alguns eventos do ser e da sociedade. A filosofia permitindo um crescimento. Desarmando mitos. Dimensionando conhecimento. Fomentando a razão. Valorizando a ética e a moral. A felicidade e o bem sendo trabalhados. A busca constante de olhar para si e, também, para fora. A necessidade de decifrar e ver além do empirismo. Embora haja uma valorizar dos sentidos e do senso comum, a reflexão racional permite-me muito. Ela me possibilita mais. Em meio a tanta cegueira, a filosofia…

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Para onde você vai?

Às vezes, creio que navegamos numa nau sem rumo. Tocamos a vida sem nos perguntarmos e sem nos posicionarmos, inclusive para nós mesmos. Em uma época tecnológica e de superficialidades em progressão geométrica, isso está cada vez mais comum. Lendo um pouco sobre a Filosofia Renascentista e sobre os seus humanistas, eis que encontrei a citação abaixo de Francesco Petrarca que, em meio a um movimento filosófico e histórico sedento pelo saber, apontava que a sede precisava de um líquido moral primeiro – conhecer a si mesmo. De uma forma bem diferente e com uma nova leitura, reeditava-se a fala…

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Procure a felicidade em você mesmo

O Epicurismo (escola filosófica do Helenismo) define felicidade de uma forma muito rica a qual permite uma aplicação geral, caso se deseje aplicá-la. Melhor ainda são seus postulados sobre onde e de que forma encontrá-la. Se os usássemos, talvez, sofreríamos menos durante nossa existência. Passamos, por vezes, a jornada da vida procurando a felicidade e, infelizmente, não é tão incomum nos depararmos com muitos que nunca a encontraram. Quem nunca a encontrou pode acreditar, erroneamente, que ela não existe. No entanto, ela existe sim. Ela pode ser encontrada. O problema é que o ser humano tem dificuldades para definir o…

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Eu posso, mas eu devo?

Dentre os aspectos que norteiam o pensar ético, vale ressaltar pelo menos dois – a liberdade de escolha e o conhecimento (consciência) das consequências da ação moral. Sem isso, ficará complicado o estudo ético dos valores morais bem como as responsabilizações pelos atos praticados. Essas premissas se evidenciam em dois verbos interligados (poder e dever) os quais determinarão os valores a serem realizados pelos indivíduos numa sociedade. Às vezes, nas escolhas morais da vida, nós podemos, mas não devemos ou nós não podemos, mas devemos ou nós não podemos e não devemos ou nós podemos e devemos. Parece confuso, mas…

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Queixa principal: “fome”

A atividade pericial, em medicina, é árdua e, muitas vezes, dolorosa, pois o perito, sempre, é testemunha ocular e vivencial de inúmeras mazelas que extrapolam a questão da saúde. Na verdade, não é incomum as questões familiares, sociais e econômicas serem mais importantes e significativas do que o agravo à saúde. Assim, é o meu dia a dia pericial – repleto de histórias tristes e cortantes. No último mês, uma delas me chamou a atenção. Aparentemente, tínhamos um quadro de fácil diagnóstico e com demanda litigante simples (incapacidade cível com interdição total). A apresentação da pericianda e a entrevista clínica…

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Agir pelo “dever” ou por “respeito ao dever”?

            Qual é a sua percepção sobre os seus comportamentos morais? Quando você age, acontece, de fato, uma escolha moral correta? Esses questionamentos poderiam ser refletidos e ensinados desde a base da formação pessoal (família e escola), pois, somente assim, teremos um pensar moral correto em termos sociais. Ao agir, o melhor seríamos usar a boa vontade para transformar, racionalmente, aquela perspectiva em universal. Isso foi pensado, refletido e filosofado por Kant em sua célebre concepção do imperativo categórico. Embora existam críticas pelo formalismo da sua tese e pela falta de ancoragem ao momento histórico dos agentes morais, eu confesso,…

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Maquiavel nos dia de hoje

Alguns buscam apontar maldade nos conteúdos de Maquiavel. A sua célebre máxima, que imortalizou seu pensamento (“os fins justificam os meios”), é atacada com furor, sobretudo quando tratamos dos direitos fundamentais e os direitos humanos. Inclusive, o adjetivo “maquiavélico” é utilizado com freqüência quando desejamos apontar aqueles com comportamentos pouco amistosos. De fato, eu não uso os princípios de Maquiavel no meu dia a dia nem os propago por aí. Sua construção teórica, também, criou um problema ético, pois, ao definir que o “Príncipe” precisará fazer de tudo ao seu alcance para manter o poder e o comando, ele disse…

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Uma paz “filosófica”

A minha mente é revolta. Ela possui uma inquietude pleonasticamente inquieta. As idéias brotam e as construções nascem. Portanto, as minhas opiniões são manifestas. Como qualquer designar das existências particulares, o meu pensar, às vezes, é bom, mas, em outros momentos, talvez não seja. Sem problemas! Quero continuar de forma respeitosa a opinar. Isso me dá paz. Isso me oferta bússola. Se assim caminhar até os últimos dias, certamente, eu não me sentirei perdido ou a deriva. Por isso, eu me alimento da filosofia. Já li inúmeros compêndios médicos e psiquiátricos. Muitos deles fascinantes e interessantes. Contudo, eu preciso confessar…

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Bem mais do que medicar

Que faz um médico? Seria ele um agente capaz de perceber e catalogar sinais e sintomas dos diversos infortúnios que acometem a saúde? Seria ele alguém que fornece ungüentos e elixires para os males do corpo e da mente? Talvez, ele assume, dentre suas várias funções, essas, todavia ele faz mais. Na verdade, muito mais. Atrevo-me a afirmar que os atos cartesianos de diagnosticar, medicar e prescrever são os menores dos seus feitos. Isto acaba por ser condicionado, aprendido e replicado. A grande função do médico está no contato humano. Por isso, eu, também, polemizo afirmando que a medicina é…

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