Procure a felicidade em você mesmo

Leo parquinho igreja Ben ao sol

O Epicurismo (escola filosófica do Helenismo) define felicidade de uma forma muito rica a qual permite uma aplicação geral, caso se deseje aplicá-la. Melhor ainda são seus postulados sobre onde e de que forma encontrá-la. Se os usássemos, talvez, sofreríamos menos durante nossa existência.

Passamos, por vezes, a jornada da vida procurando a felicidade e, infelizmente, não é tão incomum nos depararmos com muitos que nunca a encontraram. Quem nunca a encontrou pode acreditar, erroneamente, que ela não existe. No entanto, ela existe sim. Ela pode ser encontrada. O problema é que o ser humano tem dificuldades para definir o que realmente é a felicidade. Consequentemente, aqueles que funcionam nessa égide terão grandes empecilhos para encontrar o seu endereço. Este é o grande problema – não saber o que é a felicidade nem onde ela habita.

Por isso, valorizo o Epicurismo, pois, com ele, poderemos entender que nos desgastamos muito para procurar a felicidade no exterior e na materialidade. Para Epicuro, a felicidade está em ti e somente você poderá encontrá-la e fomentá-la. A paz interior, a amizade e valorizar o que importa na vida andarão de mãos dadas no propósito de ter a felicidade e ser feliz. Desse modo, quando entendemos isso, passamos a compreender o que é a felicidade e que ela permanece à disposição de todos. Os prazeres provocadores da felicidade em essência nunca deverão ser aqueles de gozo imediato e de repetições compulsivas.

Eis o grande problema, pois o ser humano, quando desprovido da razão de escolha, acaba escolhendo e replicando, sobretudo, esses prazeres revoltos e imediatos. Durante a vida, os afetos, as relações afetivas, os sonhos e o mundo interno costumam ser pouco valorizados. Se fossemos mais atentos aos postulados epicuristas, quem sabe, nós poderíamos ser mais felizes. Se tiver dúvidas, leia com atenção o que Epicuro escreveu bem lá no passado durante a filosofia clássica.

“Quando afirmamos que o prazer é a meta, não nos referimos aos prazeres sensuais do libertino, como pensam aqueles que nos ignoram, que defendem outra escola de pensamento ou que nos entendem erroneamente. O que temos em vista é o ser livre da dor no corpo e da angústia na mente. A isso damos o nome de vida agradável, e não é obtida pelo beber e festejar contínuos, pela satisfação dos nossos apetites com rapazes e mulheres, ou pelos banquetes dos ricos; mas pelo raciocínio sóbrio, pela procura paciente dos motivos para escolha e recusa e pela nossa libertação das falsas opiniões que mais contribuem para prejudicar a nossa paz de espírito”.

Eu filosofo diariamente sobre tudo isso. Portanto, eu me pergunto: “eu sou feliz?”. Mesmo com as dificuldades naturais da vida, a minha resposta é muito afirmativa. As imagens anexadas nessa publicação provam isso. Elas permitem que todos os leitores desse artigo façam uma viagem ao meu ser. As imagens destacam que, ao viver intensamente isso, eu existo, conforme defendido por Epicuro, em aponia (ausência de dor no corpo) e em ataraxia (ausência de perturbação da alma). Faça o mesmo. Procure a felicidade dentro de ti. Ela está aí e você a encontrará. Boa sorte nesta busca e seja intensamente e imensamente feliz.

Régis Eric Maia Barros