Percebo-me mergulhando num niilismo perigoso, pois o vazio ético, tão comum às relações humanas do momento, alimenta-o em mim. Tento me desapegar, mas, quando olho criticamente para mim e para fora, eu vejo a nossa espécie – o ser humano. Uma espécie que, infelizmente, tem tendido a esquecer o outro e o semelhante. Uma espécie que esquece da alteridade como fundamento. Parece que, de fato, somos anjos decaídos que cobiçam cada vez mais. Para alcançar esse “mais”, passamos, simplesmente, por cima de tudo e de todos. Quem sabe por causa disso eu sonho com heróis justos e bondosos. No…