Não tem como acreditar…

  Enquanto não se pensar criticamente, nada mudará. Sem ter uma capacidade de abstrair, que se apresente na análise mais profunda do cotidiano, o povo sempre será enganado. Sem uma educação real, modificadora e inclusiva, seremos, ainda, por muitas décadas, uma grande massa de manobra.   Assim, eu me vejo imerso nesse niilismo. Vendo o cenário atual desse país, percebendo a qualidade dos nossos políticos e convivendo com o vazio ético que estrutura as nossas relações sociais, não me resta alternativa. Esses fatores em conjunto levam-me a entender que por muitos anos a lógica se manterá estática. Seria tolo, bobo…

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O futuro – um tempo verbal progressista

  Eu olho para frente. Sempre! Assim, eu busco viver. Do mesmo jeito, eu tento falar isso para todos que conversam comigo sobre a vida. Pensar adiante é a concretização da certeza de que estamos na busca da evolução. O passado passou e nada poderemos fazer para mudar seu curso. Podemos aprender com ele e com as nossas escolhas, mas nunca modificá-lo. Contudo, não é saudável voltar no tempo e fazer do passado o tempo verbal dominante. O futuro é o caminho. O futuro demanda de nós. O futuro permitirá a felicidade. Eu, por exemplo, não quero saber de mim…

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O Sorriso

Para mim, ele é terapêutico. Capaz de apagar sofrimentos. Com capacidade de aniquilar desesperanças. Renovação de desejos e busca da paz. O sorriso trata e traz homeostase. Promovendo bondade e exacerbando pureza. Falando por si só e presenteando a alma com a evolução. Decifrando enigmas do inconsciente. Aproximando pessoas e sendo um cartão de visitas do amor. Sem sorrisos, enlouquecemos. A ausência do sorriso embrutece. O sorriso fala e beija. O sorriso salta e dança. Ele enobrece e afaga o desesperado. O sorriso dignifica. Todo ser humano que sorri e gosta do sorriso pode ser mais. Muito mais! Que o…

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Papai, por que mudamos?

Essa foi a pergunta do meu Leozinho enquanto estávamos a caminho da sua escolinha. Ela foi feita de supetão, embora, certamente, ele tenha construído uma reflexão na sua cabecinha sobre esse assunto. Perguntei-o sobre o porquê daquela pergunta e ele me respondeu que “não queria mudar e que preferia continuar criança”. No fundo, eu não poderia confrontar esse pensamento, pois, para mim, somos melhores, quando crianças. Já até publiquei um livro sobre essa reflexão. Contudo, imaginei como poderia abordar isso usando um pouco de filosofia. Então, eu respondi pensando em Heráclito e nas suas idéias filosóficas do devir e da…

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Presídios e a guerra às drogas

Certa vez, eu, psiquiatra-perito de um Tribunal Federal, realizei uma perícia psiquiátrica numa instituição prisional. Essa vivência permitiu que eu confirmasse aquilo que já suspeitava – ninguém é ressocializado naquele ambiente. Um amontoado de pessoas em condições de total abandono. Um odor pútrido que incomodava constantemente. Espaços superlotados impedindo a deambulação. Imagine para dormir! Alguns poderão dizer que não se deve propor luxo para essa clientela em face dos crimes cometidos por ela. Mas, quem disse que estou falando de luxo? Estou descrevendo dignidade a qual seria fundamental para a recuperação de quaisquer pessoas desviantes. Essa dignidade só seria alcançada…

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Presídios – os calabouços brasileiros

  Dias atrás, eu escrevi sobre os presídios e tentava refletir sobre o porquê de alguns países estarem fechando os seus presídios e o Brasil está sem vagas para presidiários. Eis que, poucos dias depois, surge a manchete de um massacre de presos num presídio em Manaus/AM. Diante disso, novas reflexões precisam vir à tona.   Entendo que todos nós estamos amedrontados com a violência crescente. Compreendo que não temos mais segurança e a que nos apegar. Todos nós, sejamos progressistas ou ultraconservadores, vivemos assim. Talvez, o que vai nos diferenciar é a forma como analisaremos esse fardo.   Para…

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Um mundo intolerante

As cartas do mundo são essas: Intolerância e ódio. Elas são as bolas da vez. A não aceitação do diferente surgindo com roupagem de atos perversos. Atos que vão desde um desrespeito contra aqueles que pensam diferente e que até alcançam, por vezes, agressões e extermínios. O ódio como moeda relacional. Esse é o mote. Concordo com o filósofo francês André Glucksmann e, por isso, cito, aqui, sua reflexão: “o ódio julga sem ouvir, condena a seu bel-prazer, é arbitrário e poderoso”. Ele sempre existiu. Isso é fato. Ele sempre esteve presente na nossa raça, porém por que ele cresce…

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Se a esperança morrer…

Sem esperança, padecemos do incerto. A sua ausência nos petrifica diante da vida. Ela é o alimento da motivação, portanto o seu fim anuncia a derrota. Se não tivermos esperança, estaremos fadados ao ato de desistir. A esperança significa a fé, inclusive, dos que não creem. Somos movidos pela esperança, pois, com ela, sempre caminhamos. Sem ela, qualquer luta da vida será insuportável. Por isso, nunca devemos banalizá-la. Quem se esquece de valorizar e instilar esperança, acaba por esquecer de si mesmo. Não há vida sem esperança. Viver é isso – a esperança de ter algo o qual se apresentará…

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Viver é buscar a felicidade

Essa vida é muito curta. De uma rapidez inquestionável. Efêmera em todas as suas dimensões. Tênue como um rajada de vento. Esperamos que, depois do seu fim, novos recomeços aconteçam, pois, somente assim, aliviamos um pouco a dor da finitude. Por isso, não podemos gastar tempo com questiúnculas nem devemos perder energia com aqueles que não merecem. Nossa busca deve focar o equilíbrio e o sentido de existir. A felicidade é a palavra chave dessa vida. Ela é o porquê do acontecer. Tudo é muito breve e o tempo não deverá ser desperdiçado com aquilo que não alimenta a alma…

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Há amor num manicômio?

  Essa temática repete-se nas minhas reflexões sobre o mundo. Portanto, os manicômios, sua história e o olhar conservador do momento, que tenta revalorizar os macro-hospitais psiquiátricos, estimulam-me a defender o oposto dessas convicções. Nessa nova ordem do mundo, onde o amor é volátil, urge refletir sobre ele, visto que, nós, humanos, podemos ser perigosos.   Essa minha reflexão será iniciada com a citação do livro “Do Amor – uma filosofia para o século XXI” do filósofo Luc Ferry. Nessa obra, podemos perceber que caminhamos, nas décadas anteriores, numa tentativa de desconstruir o que é sensível no homem. Desse modo,…

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