Cumplicidade, a prova do vínculo
Escuto tantas histórias. Na jornada de psiquiatra e terapeuta, eu escuto de tudo. Acredito, inclusive, que eu seja um dos poucos ou, quem sabe, um dos únicos que sabem de algumas intimidades dos meus pacientes. Na verdade, o tratamento psiquiátrico e psicoterápico, quando bem realizados, fortalece e desnuda. Ao ser desnudado, expomos nossas questões, fragilidades, desejos e frustrações. Consequentemente, a partir disso, podemos trabalhar nossas angústias a fim de evoluir e crescer. Resumidamente, esse é o meu papel – aliviar, tratar e lutar para que os pacientes evoluam. Entendo que um paciente, ao compartilhar comigo, de forma cúmplice, as suas…