Viver encontrando a vida

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Vida molecular, celular, orgânica, fisiológica e espiritual. Qual delas você busca, admira e persegue? O viver como ato ativo do existir. Será que nós existimos em vivacidade durante a existência da nossa vida? Talvez, o nosso primeiro “passo” para refletirmos e filosofar sobre tudo isto será encontrar uma definição conceitual e adequada para o que chamamos de vida. Enfim, o que seria vida? O que entendemos quando escutamos o verbo viver?

Será que estamos diante de análises bioquímicas, místicas ou religiosas. Se assim caminharmos, nos afastaremos da essência do viver. Até por que, a vida machuca quando estamos nos sentindo perdidos e não nos encontramos em meio a este vendaval do viver. Portanto, viver significa o desejo de se encontrar e a vida nada mais é do que a busca por este encontro. Nós, todos nós, estamos sempre buscando este encontro. Só assim, a vida passa a ter sentido e fluidez. Sempre estamos à procura, pois nos sentimos perdidos e, quando assim estamos, há um latejar constante no nosso afeto. Sentimo-nos parciais e incompletos. Quando não nos encontramos, a jornada machuca e olhamos para vida com olhos desconfiados. Contudo, ela sempre está pronta para brilhar, mesmo que os nossos “perdidos” façam-na ficar ofuscada. A vida está aí para acontecer, porém é inevitável que os caminhos sejam, por vezes, confusos e façam-nos errar recorrentemente. Como resultado, ficamos perdidos várias vezes. Que mal tem em se sentir ou em estar perdido? Não há nenhum mal nisto. O mal e você representarão o mesmo espectro quando você não desejar se encontrar. Este é o grande mal, ou seja, o não querer lutar pelo encontro. Em outras palavras, o abdicar de desejar a vida e o viver.

Não é fácil para ninguém. Logo, por que seria fácil, justamente, para você? Viver é isto – uma busca pelo tesouro em terras desconhecidas povoadas por piratas e outros seres encrenqueiros. Mas, mesmo assim, é possível viver grandes aventuras. Certamente, nos perderemos por diversas vezes de modo que daria para fazer mais de uma trilogia de filmes. Mas, e daí? Lasquem-se tudo e todos, pois queremos e precisamos nos encontrar. Necessitamos olhar para nós mesmos e gritar que valeu e vale à pena. Urge, após nos encontrarmos, olhar nos olhos dos outros para estimulá-los a não desistir. Enfim, não desista por mais que estejas perdido há tempos. Continue procurando! Há de acontecer o teu aguardado encontro. Lembre-se de que viver é se encontrar e que a vida será fruto destes seqüenciados encontros. Às vezes, algumas inércias na vida acontecem e são, inclusive, necessárias para que possamos valorizar os caminhos a seguir durante esta busca dos tão sonhados “encontros”. Tais inércias não significam que devemos nos manter inertes e alheios à engrenagem da vida. Certamente em vários momentos, durante o percurso de busca para encontrar a vida, sentiremos medo, frio, desespero, impotência angústia e solidão. O que posso dizer, em meio a esta descrição de sensações, é o seguinte: continue a procura, visto que, colocaremos todas estas amarguras em tempo pretérito. Além disso, poderemos usá-las para nos fortalecer e para ajudar todos aqueles que desejarem, visto que, sua história será um exemplo a ser admirado e seguido.

Siga a vida. Continue a jornada. Não tema se perder. Não pare de andar. Avante e para frente. Não se entregue. Viver é se encontrar e só você mesmo é capaz de caminhar ao encontro deste “encontro”. Confie em ti. Eu confiarei até o fim. Vale à pena. Você merece e estou aqui torcendo por ti. Sua vida poderá ser linda…

Régis Eric Maia Barros