Uma saudade

saudade

Saudade inquieta
Saudade que aperta
Machucando
Sem trégua
De ares agressivos
Com posturas ardilosas
Assim, ela é
Saudade que alfineta
Saudade que destrói
Um grande cometa
Que corrói
O coração de quem sente
Impotente, ficamos
Quando ela nos flerta
Explode a angústia
Sem hora certa
Sonhos repartidos
Ausência repleta
De significados…
De incertezas…
De indelicadezas…
Uma saudade
Desorganizadora
Cujo clamor entoa
No nosso sentir
O que não está presente
Fica na lembrança
Mantê-la viva
Uma saída?
Uma racionalização?
Saudades em mim
Saudades em ti
Sentiremos
Em algum momento
Viveremos
Só quem sentiu uma saudade
Compreende
Algo presente
Eternamente

Régis Eric Maia Barros