Sem sonhos, morreremos

sonhar voando

Para matar alguém, não precisamos de armas de fogo ou adagas. Há uma morte simbólica muito mais poderosa. A morte pode advir da destruição dos sonhos. O ato de sonhar é a representação da vida e do desejo de viver. Sem ele, nós nos perdemos e, dificilmente, nos encontraremos.
Por isso, é admirável a pureza das crianças. Seus sonhos são soltos. Na verdade, o sonho, nessa fase da vida, é constante. Se alguém, em seus atos, é capaz de anular os sonhos de uma criança, esse alguém é um assassino. Ele pratica um crime doloso e doloroso. Retirar sonhos, criticar sonhos e desestimular o sonhar é um ato homicida. Infelizmente, não é incomum encontrarmos adultos perversos e capazes desse mal. É importante ressaltar que, por vezes, acabamos por nos assassinar atacando também os nossos próprios sonhos.
De que adiantaria viver, sem sonhar? De que adiantaria existir, sem a possibilidade de flutuar nos nossos sonhos? Certamente, não faria o mínimo sentido viver assim. O sonho é válvula motriz do valer à pena. O sonho permite. O sonho liberta. O sonho transcende. Como questionado por Fernando Anitelli do Teatro Mágico, ele “é faz de conta ou é faz acontecer”?
Devemos ser sonhadores e ponto final!
As grandes felicidades vêm do ato de sonhar. Portanto, o sonho é, sim, um faz acontecer. Sonhar com um grande amor. Sonhar com a felicidade. Sonhar com o olhar angelical dos nossos filhos. Sonhar com a vida. Viver sonhando. Sonhar acordado. Assim, eu vou seguindo e, se possível, a cada dia buscarei novos sonhos. Com eles, eu me considero vivo e pulsante.
Régis Eric Maia Barros