Sem lítio

E agora sem lítio…
O que faremos?
Logo ele, tão eficiente
Barato e contundente
Antigo, uma medicação decente
Do povo e da gente
Nem precisa de algo novo
Pois, o lítio resolve
Por não ser caro
Sai no escarro, do lucro
Que engole sonhos
E mata doentes
O que faremos sem lítio?
Impulsividade, ele freia
Suicídio, ele repele
Instabilidade, ele escanteia
Humor, ele estabelece
Equilíbrio e paz
Benfeitorias que o lítio traz
Sem ele, teremos amargor
Dores e temor
Tristeza e angústia
Quem pagará?
A bestialidade emocional prevalecerá
O lítio do posto acabou
Na farmácia, findou
Lágrimas a rolar
O demônio a gargalhar

Régis Eric Maia Barros