Por que lutamos?

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O que nos move a lutar? Desistir e resignar seriam atitudes mais fáceis mesmo que evidenciem dificuldades em persistir. No entanto, alguns param no meio do caminho, mas outros querem ir até o fim, independente do desfecho e do que acontecerá ao final.

Qual a energia que mobiliza esses que são persistentes?

Lutar é querer. Lutar é motivar-se a ter motivação. Portanto, mesmo em frangalhos, podemos procurar a avidez da luta. Sempre que desistimos, não há, somente, uma desistência do fato pelo qual se luta, mas também de si mesmo. Ao desistir, abdicamos de nós mesmos e de acreditar em mudanças e possibilidades.

Não há o mínimo problema de não ter êxito ao final da luta. Ora perdemos, ora ganhamos. Assim, sempre foi e sempre será. Mas, deixar de lutar traz um peso muito grande, visto que, ficamos inertes e atônitos frente à necessidade de reposta. Carregaremos essa marca na vida que segue.

Lutar é ter esperança e sonhar que poderá, sim, dar tudo certo. Essa esperança nos dá força e energia. Quem não a tem acaba por sucumbir. É uma pena perceber que muitos sucumbem. E o pior é perceber que, às vezes, muitos entregam os pontos antes mesmo de iniciar a luta. Por isso, Santo Agostinho dizia: “enquanto houver vontade de lutar, haverá esperança de vencer”.

Luta e esperança estão com as mãos dadas. Que possamos lutar e, por conseguinte, que nossa esperança sempre esteja pulsante. Independente do que teremos ao final, sempre valerá a pena lutar.

Lutemos…

Régis Eric Maia Barros