Pingos de chuva

Chuva a noite

Noite fria

A chuva batendo no telhado

Prelúdio da agonia

Ao olhar o mundo

Uma aflição

Uma clara constatação

Estamos doentes!

A doença do egoísmo

Olhando para nós

Vivendo consigo

Fechado em ti

Armado em mim

Esqueces dos demais

E viva os liberais

Cujo mérito satisfaz

Serio a competição?

Humano versus humano

Quanta satisfação

Enfim, sou merecedor

Mas, de que?

Não houve vitória

A chuva aumentou…

O desespero chegou

A ingratidão atuando

O preconceito maltratando

A pobreza dilacerando

Fome a rodo

Morte e morros

Mote da crônica de horror

Ventos revoltos

Janela batendo

Uma tempestade de sentimentos

A insônia atormentado

Seria a culpa apontando?

Em mim, em ti e em nós

Fechamos os olhos

Escutamos somente os pingos

Surdez frente ao mundo

Cegueira para tudo

Raios e trovões

Que noite triste…

Régis Eric Maia Barros