Pensar o pensamento

pensar o pensamento

Novamente, ressalto:

Como é bom estudar filosofia!

Como ela me ajuda na minha vida pessoal e profissional!

Como ela permite…

Pois bem, ao ler conteúdos fenomenológicos de Husserl, eis que refleti e escrevo tal reflexão para compartilhar com vocês

O conceito de intencionalidade é base para a filosofia e construção fenomenológica de Husserl. A experiência e o pensamento cedendo espaço à consciência. Enfim, nossos pensamentos passam a ser analisados por nós mesmos e podemos entender que temos consciência de algo, mesmo que esse algo seja concreto ou fantasioso. Quando percebemos algo (real ou não real) já há uma intencionalidade dele no nosso pensar. Isso, inclusive, precede ao empirismo da experiência. Portanto, aquilo que experenciamos foi “intencionado” por nós mesmos e nós fazemos isso da nossa forma a qual é diferente entre todos nós. Usando minha formação (psiquiatria) preciso ressaltar que isso faz todo o sentido, visto que, a intencionalidade da consciência de uma alucinação tem, por exemplo, um substrato mental intencionado e existente. Uma forma de analisar as alterações de sensopercepção além dos receptores dopaminérgicos, glutamatérgicos e serotoninérgicos. Concluo percebendo que Husserl mostrou que o que vimos e sentimos têm construções intencionadas na nossa consciência. Ou seja, ao pensar, precisamos entender e ter consciência no que existe desse e nesse pensamento. Algo mais ou menos assim: “pensar no que pensamos” e “pensar o pensamento”. Em épocas, como essa, onde existem “donos da verdade”, seria ótimo que isso fosse aplicado em escala.

 

Régis Eric Maia Barros