Para mim a psiquiatria é…

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Para mim a psiquiatria é…

Mais do que uma especialidade médica, mas sim uma verdade onde o verdadeiro é encontrado na bondade. Ela é uma arte com uma das suas mãos segurando o conhecer médico e a outra o saber humano. Uma interface real de vida e descobrimento. Conhecendo o ser em essência. Assim, deve ser a psiquiatria. Desse jeito, vejo o porquê dela existir. Mais do que remédios. Além dos psicofármacos. Extrapolando algoritmos fisiológicos. Uma medicina dentro e fora da medicina. Desse modo, a psiquiatria é e deve ser. Pelo menos, assim, eu a vejo. Um agir pautado na escuta. Um atuar baseado no acolhimento onde o acolher é sincero e doado. Um partilhar sem hierarquia ou domínio. Com ela, não existe escalonamento de forças, mas, pelo contrário, uma somação para o bem. Uma arma e armadura para combater o sofrimento daqueles que sofrem. Muitas vezes, o sofrimento é poderoso e ela pode não conseguir detê-lo. Mas ela está sempre lá disposta a lutar! Psiquiatria é a especialidade que ama e não teme. Ama aqueles cuja autonomia pode estar comprometida e não teme as dores da alma e do âmago. Anteparos são os psiquiatras. Os verdadeiros psiquiatras que fazem a psiquiatria correta entendem e se identificam com essa analogia. Psiquiatria é mágica sem magia ou artistas midiáticos. Psiquiatria é um imperativo categórico onde a máxima é fazer o bem. Custe o que custar fazer o bem. Psiquiatria é o flerte com a cultura, o namoro com a medicina, o dançar com a ciência, o cortejar com a filosofia, o viajar com a psicologia e o viver com o meu, o seu e o nosso viver. Assim, para mim, a psiquiatria é e deve continuar a ser. Se um dia ela deixar de ser isso, eu continuarei a ser um psiquiatra romântico e contarei a todos que conheço como ela era…

 

Régis Eric Maia Barros