O tempo…

Ele urge! O tempo é uma dimensão dual. Ele, por vezes, alivia dores, mas, outras vezes, as alimenta também. Quando olhamos para a nossa finitude, o tempo não joga no nosso time. Se não estivermos machucados pela amargura suicida ou numa posição de terminalidade paliativa, o tempo, que concretiza a finitude, sempre nos incomoda.

Então, o que devemos fazer?

Simplesmente, tentar viver. Todo dia é para ser vivido. Aproveitar o nosso tempo o qual não sabemos dizer quanto será. Quantas vezes nos esquivamos de se jogar para a vida? Tememos a morte, mas abdicamos da vida. Isso pode ter um custo, visto que, não é incomum perceber isso já no ciclo final da vida. Não há dúvidas de que viver não é uma tarefa simples e fácil. Machucados nós seremos. Feridas acontecerão. Choro e sangue aparecerão na nossa narrativa. Mas, apesar disso, a vida pode e deve ser buscada. É preciso degustá-la. Lutar por ela é necessário. Nessa aquarela, seremos, somente, nós que poderemos colori-la. O pincel está na nossa mão. As tintas estão no nosso desejo. Portanto, somos os pintores da nossa vida. Cabe-nos fazer valer. Faça da sua vida uma pintura.

Se assim fizermos, o tempo que tem um eventual papel algoz não nos atormentará tanto. Como bem dito pelo Prof. Oliver Wendell Holmes, “o mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos”.

Régis Barros