O que eu quero

Eu sei que sinto

Flores ao montes
Belas rosas defronte
Minha vida
Quero beijos estalados
E meus olhos no céu estrelado
Retribuindo o amor
Ora contrariado
Pelo amargor dessa vida
Que machuca
Quero um ópio diferente
Não da planta nem de aguardente
Quero sentir a beleza de existir
Viver a mil
Piruetando no meu tempo
Esse é o meu fuzil
A munição é o meu sorriso
A infantaria nos próprios sonhos
Minha plenitude é a arma
Dentro de mim pulsa
Um coração que luta
Diariamente, bate e chuta
O que é de ruim
Constantemente, empurra
O melhor de mim
Pela felicidade, guerrearei
Por mim, nunca desistirei
Pois, cada dia se degusta
O gosto dessa recompensa
Eu sentirei…
Viver não é momento
Sempre esqueço do tormento
Perder, perdemos
E daí?
Recicla-se o dia
Reinicia-se o guia
Caminhamos e ganharemos mais
Sempre mais…

Régis Eric Maia Barros