O preconceito

preconceito

Um defeito;
D’alma e do espírito;
Um preconceituoso adstrito;
Repleto de lama;
Inconsequente;
Que se julga atraente;
Cuja pureza sempre foi inexistente;
Atire a primeira pedra…
Sua “normalidade” anormal;
Sua anormalidade sobrenatural;
Preconceituoso;
Com dor;
Um enfoque doloroso!
Para todo asqueroso;
Ele se propaga;
O julgamento de valores;
Maltrata;
Eu sou melhor…
Por quê?
Não existem melhores ou piores;
O que acontece?
Escolhas e encontros;
Na busca da felicidade;
Mesmo que te cause intranquilidade;
Engula sua maldade;
Perverso;
Não adianta se purgar;
Como purificar seu amargor?
Julgar o outro;
Quanta dor!
O diferente te incomoda;
Então, acorda;
Acorde desta sua fantasia de perfeição;
A corda está no pescoço;
De quem sofre sua ira;
Daquele que recebe a sua corrupção;
Corrompendo a bondade;
A custa de que?
A propósito do que?
A acidez do seu fel;
Dissolvendo o mel das possibilidades;
Impossível viver;
O odor do julgar;
Incomoda;
Desdenhando do alheio;
Idolatrando a si mesmo;
Preconceituoso, desperte!
Seu “certo” é errado;
Seu “errado” está certo;
Incompleto;
Sua incompletude é um concreto;
Inflexível;
Sem flexibilidade do permitir;
E para a vida existir;
Muita coisa precisa mudar;
Mudar em ti;
Mudanças vindas de ti;
Mude;
Aceite os outros;
Serás aceito;
Não importa seus defeitos;
Relatividade;
Eles são permitidos;
Então, tudo é bonito;
O feio é não aceitar a diferença;
Diferente;
Torna a vida atraente;
O mundo é meu;
O mundo é seu;
Enfim, é de todos…
Preconceituosos!
Ponto final.

Régis Eric Maia Barros