O meu tempo…

tempo relógio

Os segundos correm, os minutos voam, as horas evaporam e os dias acabam. Por isso, eu me habituei a respeitar, sem ressalvas, o meu tempo. Não há espaço para o vazio na minha vida. Luto para bloquear tudo aquilo que não me soma. Afasto-me daqueles que me cansam e que não agregam. Na minha vida, não há possibilidades para superficialidades e trocas, meramente, materiais. A minha temporalidade e o meu existir são alimentados pelos meus sonhos, desejos e projetos. Sempre deixo de lado o supérfluo. Aqui, ou seja, em mim, não povoa sentimentos mesquinhos e todos, que se atreverem trazê-los para meu cotidiano, serão expurgados e exorcizados da minha vida. O tempo urge. A vida demanda um viver e o viver solicita da vida. Conseqüentemente, os afetos negativos e as pessoas sem afetos nunca poderão compor a minha network da existência. O meu tempo é precioso para ser gasto com situações que geram gastura. Preciso aproveitá-lo ao máximo. Dançarei na rua. Correrei na chuva. Sentirei o vento. Buscarei os perfumes. Apreciarei cada som e cada música. Louco, eu seria? Talvez, sim! Por que não podemos enlouquecer com responsabilidade? O tempo pede que os rótulos sejam exterminados. O meu tempo bate palmas e reverencia a liberdade. Eita! Que vontade de ter mais tempo!  São tantas coisas que desejaria fazer. Como foi cantado – “tempo, tempo, tempo, mano velho! Obrigado amigo tempo. Não temo o findar do meu tempo. Sabe por quê? Por que meu tempo é atemporal nas minhas buscas. Por isso, amado tempo, a ti eu dedico meus segundos, minutos, horas e dias de vida, pois a cada fração do tempo, tenho a certeza de que estou vivo numa vida feliz. O meu tempo pertence a mim.

Régis Eric Maia Barros