O medo

medo

Recebi essa imagem de uma amiga. Ao anexar o desenho, ela me explicou que o medo sempre a atormentou e que, possivelmente, tenha atrapalhado imensamente sua vida. No fundo, ela tem razão, pois o medo tem uma função dual. Ele nos freia e acaba por impedir problemas, mas, por outro lado, o medo pode nos bloquear e, se assim ele o fizer, ficaremos paralisados sem ofertar resistência dinâmica para o ato de viver.

Ter medo não é e nunca foi o problema. O que dói mesmo é o ato de se esconder através do medo e usá-lo como justificativa para a inércia e a anomia. Se o medo dominar nossas escolhas, não poderemos evoluir. Claro que encarar o medo de frente demandará muito além da coragem. Diante do medo, precisaremos de vontade e insistência para mudar. Diante do medo, precisaremos nos perceber capazes. Diante do medo, precisaremos de luz e tal luminosidade, geralmente, não será externa. Ou seja, precisaremos atacar a nossa escuridão interna e a nossa essência crepuscular. Por isso, Platão destacou que “podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”.

Parece estranho, mas, por vezes, tememos o claro. Por vezes, tememos nos libertar e ser o que queríamos. Embora seja mágico ser o que queremos ser, há um custo para tal e muitos não estão a fim de encarar alguns desgastes. Uma pena, pois a vida passa e nem notamos o quanto ela passa rápido e o quanto ela precisa dessa busca de vencer o medo. Imagine se ficarmos petrificados a cada situação amedrontadora? Será um caos! No entanto, muitos escolhem isso. Cria-se um existir lamentável e lastimável.

Ao final da nossa jornada, poderemos notar isso e, infelizmente, poderá ser muito sofrido, haja vista, que o que passou não retornará mais. Nessa fase, o arrependimento e a culpa darão as cartas e isso poderá ser tenebroso.

O momento é agora!

Vamos encarar o medo. Podemos vencer tais agruras. Lutar e não se esquivar é mais digno. Independente de não alcançarmos um êxito vitorioso, nós sentiremos o belo sabor de não termos nos entregue ao medo.

Régis Eric Maia Barros