O manicômio

barbacena

Paredes frias

Grades esguias

Que prendem…

Que maltratam…

Amargor que se sente

Odores dormentes

Gritos na noite

Terror naquela gente

Barulhos no escuro

Excrementos no chão

Em meio ao vão

Do esquecimento

Amontoados eles estão

Animalizados

Uma maldade do “cão”

Olhares perdidos

Restos de comida

Marmitas frias

Ratos e baratas se esbaldando

Alguém está chorando?

Muitos…

É de partir o coração

“Louco” chora com emoção

Nus no pátio

Nus no corredor

Nus na dignidade

Luz

Onde estás tu?

Ilumine-os

Por favor, abrevie essa dor

Banhos de sol monstruosos

Sem luminosidade

Há esperança na humanidade?

No manicômio não há

Porta do inferno

Mortes no inverno

Fome…

Frio…

Sede…

Não são bichos!

Nunca foram

Que mal fizeram?

Deus use o seu martelo

Bata na lógica desse castelo

Elimine esse flagelo

Para o todo e sempre

Régis Eric Maia Barros