O amor sempre une

amor_odio
 
Não escreverei muito, mas sim poucas linhas sobre o amor. Para tal, citarei alguns poucos conceitos dos Pré-Socráticos e refletirei, rapidamente, sobre um dos seus filósofos – Empédocles de Agrigento.
 
Dentro das Cosmologias Pré-Socráticas, alguns conceitos se destacaram e estiveram presentes em todos os seus representantes – a Arkhé, a Physis e o Devir. A Arkhé seria uma espécie de princípio fundamental, originário e criador de todo o ser. A Physis seria, resumidamente, os processos da natureza para a existência das coisas. O Devir seria a idéia de movimento e de transformação, ou seja, a força que dissolve, cria e transforma todas as realidades existentes e que constrói as coisas do mundo.
 
Pois bem, ressalto os “motores” de transformação pensados por Empédocles de Agrigento. Para eles, os motores são: o amor e a cólera. Ao filosofar sobre o Devir, ele, na data de 450 a.C, percebeu que o amor tem a função de unir as coisas e a cólera tem a função de separar as coisas.
 
Postulados muito antigos e definidos bem antes do início da era cristã, todavia essa conceituação do Devir é tão atual, real e correta que parece que foi postulada ontem. É total verdade! Quando amamos e espalhamos amor, unimos tudo. Por outro lado, quando usamos da cólera, separamos tudo.
 
O amor, sempre, une e junta…
 
A cólera, sempre, separa e aparta…
 
Régis Eric Maia Barros