Não se entregue à angústia

não se entregue

Tem gente que não quer ir. Não quer sair do canto. Fica preso na anomia preferindo a inércia e o não envolvimento com suas questões. Eis que estamos diante de algo grave, visto que, a vida é muito hábil em nos machucar e todos nós seremos, portanto, machucados. Claro que os impactos dessas agruras da vida terão intensidades diferentes, ou seja, algumas serão mais brandas e outras serão mais potentes. Independente disso, precisaremos responder. A despeito disso, precisamos nos movimentar. Há uma necessidade de lutar por uma organização emocional interna capaz de gerar força de revide. O tempo não é a dimensão mais importante nesse processo. Para alguns, o tempo será mais breve, mas, para outros, ele será demorado. Ao invés de pensar no tempo para responder às agruras, precisa-se pensar no desejo. Portanto, há de se ter desejo de não se prender na inércia e num funcionamento estático. Quem aplica essa espera na vida acaba por aguardar do outro a solução das angústias. Quem funciona assim costuma delegar responsabilidades para fora e não para si. Se manter nesse funcionamento, determinará um esquecimento das próprias pernas. Consequentemente, as pernas atrofiarão e a capacidade de caminhar numa jornada também. Ou entendemos que há força dentro de nós mesmos e corremos para frente ou congelaremos e esperaremos de forma resignada pelo fim. Não haverá fim enquanto existir força e vontade de lutar. Desse modo, mesmo que alguma dor seja capaz de te paralisar momentaneamente, perceba que ela não será capaz de fazer isso para sempre. Há em todos nós uma potência de agir capaz de gerar mudanças. Tudo muda a partir do momento em que nos permitimos mudar. Haverá vida e outras estradas a seguir. Precisamos continuar e essa paralisação de esquiva há de ser vencida.

Movimente-se…

Permita-se…

Fortaleça-te…

Régis Eric Maia Barros