Memórias…

amor alem da vida

O que seria da vida sem elas? Na verdade, sem memórias, não há vida. A tela da vida precisa das nossas pinceladas. E, assim, construiremos uma bela obra – a vida. Por isso, não canso de falar que precisamos produzir memórias. Algumas vezes, a vida nos machucará com memórias negativas e inesperadas. Isso nos obriga a correr atrás do viver, ou seja, fazer com que memórias belas sejam produzidas. Falo isso para todos. Falo para aqueles que eu amo, para meus pacientes e para aqueles que eu não conheço. No final da jornada, data desconhecida por todos nós, olharemos para a tela da nossa vida. Olharemos e sentiremos essa tela, pintada por nós. Espero que a minha e a sua tela estejam bem coloridas e sem espaço para novas pinturas. Espero que as cores sejam vívidas e repletas de emoção. Espero que ela seja abstrata, pois viver é um ato que demanda de abstração. Espero que você olhe para a pintura e, dentro das suas memórias, se emocione. Que sinta a beleza das pinceladas feita na sua linha de vida. Que sinta a riqueza do infinito. Que perceba o fim como se o fim não fosse. Como dito pelo Teatro Mágico, “o fim é belo, incerto, depende de como você vê”. Que essa tela possa ser admirada por todos. Que ela possa ser projetada como exemplo. Certamente, muitos podem estar, nesse momento, com dificuldades para pintar a própria tela. Sem problemas, pense que em breve é possível retomar a pintura. Aos poucos, consegue-se um belo resultado. É possível! Com calma, fé e tranquilidade, podemos alcançar esse resultado. Na minha tela, já estão pintados os meus amados familiares e os queridos amigos bem como minha inquieta vida que é cheia de atividades. Ainda, quero pintar mais. Prometi para mim mesmo que serei um pintor incessante. Pinte sua tela também…

Régis Eric Maia Barros