Gostar de pessoas…

mundo doente

É preciso gostar sem julgar, excluir ou rotular.

Branco ou negro. Mestiço ou autóctone. De lá ou de cá. Pouco importa, pois precisamos gostar das pessoas. Judeu ou palestino. E daí? Qual a diferença se tu és de esquerda ou de direita? O que faz alguém se sentir mais e melhor? Ninguém é melhor do que outro alguém. Simplesmente, somos iguais. Claro que, por uma série de fatores, muitos se percebem mais e, ao se perceberem assim, assolarão os que são julgados, por eles, como inferiores. O reflexo disso é a maldade personificada no agir de cada um que pensa assim. É resultado disso é dor, tão perversa nesse mundo doido.

Um mundo doente. Há tempos adoentado e estratificado em valores tolos. Deixamos de gostar das pessoas, da forma como elas são, para gostar de artificialidades e superficialidades. Via de regra, somos uma espécie presa a frivolidades. As nossas relações estão interesseiras e são construídas com desejos de sobrepujar o diferente. Perdemos e estamos perdidos. Um niilismo sem igual. Não sei ao certo de que forma isso vai findar. Na verdade, tenho minhas impressões sobre o fim, mas prefiro não compartilhar. Isso me faz mal!

Nefasto será o futuro. Talvez, até será apocalíptico. Resta-me viver e aproveitar a existência. Resta-me olhar para o outro e fazer diferente. Valorizar o que é bom. Há de se ter bondade. Acredito, sim, na existência dela. Ainda acredito na sua existência. Portanto, cabe-nos propagá-la. Somente assim existirá um futuro. Caso contrário, estará tudo perdido e nos perderemos em nós mesmos. Sem isso, será uma terra de humanos devastada pelos próprios humanos…

Régis Eric Maia Barros