Filho gripado

Leo e Ben

Quietinho ele está;
Nada o agrada;
Serão noites para se atormentar;
E no caminho desta estrada;
Febre…
Pouco apetite…
Chorinho…
Tosse…
Não sei quem me socorre;
Eu socorro ele;
Poucas horas dormidas;
Cansaço;
Com muitos abraços;
Mais potentes que o aço;
O melhor de todos os remedinhos;
O resto é sintomático;
São sete dias;
Palavras do pediatra;
Soro fisiológico e líquidos;
Nada mais! Entendeu?
Os pais do paciente entenderam;
Mas, a paciência não compreendeu;
Leitinho…
Colinho…
Beijinho…
Papai e mamãe;
Quero mais um pouquinho;
Nós também;
Viral e virótico;
Simbólico;
Soninho…
Como é importante o carinho;
Os dias passando;
Ele melhorando;
O sorriso voltando;
O apetite aguçando;
A energia despertando;
A infância aprontando;
Voltou a aprontar;
E naquela manhã;
Ele acorda;
Pula na sua cama;
“Vamos brincar…”
Cansaço…
Ahhh, papai e mamãe;
Tudo bem!
Vamos;
Sorrisos…
Gritos…
Correria…
Vemos;
A bondade;
A alegria;
A calmaria;
Que divino;
Vivendo o imunológico;
Sem medo do mitológico;
A certeza da vida;
A consciência da beleza;
Obrigado por vivermos…
Não temeremos a gripe.

Régis Eric Maia Barros