E a felicidade?

escola sempre final

No fundo mesmo, todos nós queremos ser felizes. Buscamos isso de forma incessante. Alguns caminham melhor nesse propósito. Outros dão cabeçadas repetidas e, mesmo que queiram a felicidade, acabam por se afastar dela. Seria tão bom se soubéssemos o CEP da felicidade, pois, num passe de mágica e de maneira mais veloz do que um SEDEX 10, apertaríamos a sua campainha. Ah, como seria mais fácil! No entanto, a verdade é outra. A felicidade não brota do jardim. Ela não cai na nossa cabeça junto com as gotas da chuva. Ela não vem de graça. Há de se buscá-la. Precisamos lutar por ela. Fazer isso diariamente. É preciso olhar a nossa vida. É obrigatório curtir os bônus e absorver os ônus das nossas escolhas. É necessário fortalecer a nossa resiliência. É mandatório sermos protagonistas da nossa própria vida. Se com tudo isso, a felicidade, por vezes, demora a aparecer. Agora, imagine sem isso. Ela nunca virá. Viveremos por viver e, em face disso, temeremos a morte de forma espantosa. Quem não vive teme a morte até por que não sabe o que é viver. Se não houver protagonismo e autopercepção do seu valor, não existirá auto-estima e, portanto, você não caminhará para frente. Quem não se gosta não vai além e procura sempre o aquém. Conseqüentemente, nós perderemos e passaremos, em vão, pela vida. Será duro. Será árduo. Uma lastima lamentável. Uma vida sem vida. Todavia, ao se gostar, você construirá vida. Vez por outra, você sairá machucado, mas, muitas outras vezes, você será recompensado. O produto final dessa equação simples se materializará na felicidade, pois seu atributo está em viver de forma mais plena. Felicidade é isso: viver em primeira pessoa e se gostando. Você errará e se machucará. De vez em quando, vai chorar. Mas, como disse, no fundo, você perceberá que valeu a pena, visto que, não foi coadjuvante de si mesmo. Ou seja, você perceberá que foi feliz.

Seja feliz, você merece…

Régis Eric Maia Barros