E a corrupção?

corrupção

De onde surge tal flagelo? Seria uma criação dos políticos e da política? Mas, antes de serem políticos, eles eram o que? Eram cidadãos da mesma forma que nós. E, enquanto cidadão, eles, futuros políticos, já atuavam em “gambiarras” comportamentais para se darem bem. Então, possivelmente, atos simples e corriqueiros eram levados a cabo sem peso ético na consciência. Por exemplo, um estacionar “rapidinho numa vaga proibida, um “pequeno” suborno a um agente público, uma “ingênua” omissão de bens na declaração de imposto de renda e um afetuoso “jeitinho brasileiro” na resolução de problemas. Mas será que, de fato, essas questões são atos bobos e pueris?  Criadores e criaturas convivendo e se retroalimentando. Por isso, não creio que manifestações de rua eliminem a corrupção, visto que, ela é mais difusa do que parece ser. Cabe-nos refletir sobre os nossos comportamentos nessa trajetória ética construída em nossas vidas. Em outras palavras: qual seria o meu papel nessa espiral corrupta que assola a sociedade brasileira? Infelizmente, a citação de Salmos 112:6 (“Quem é correto nunca fracassará e será lembrado para sempre”) é um tanto quanto “démodé” para a atual conjectura brasileira. Enquanto não tivermos isso plantado na cabeça das crianças, inclusive em idades precoces, a mudança não chegará e a corrupção vai estar por aí forte e vívida. Para alcançar isso, teríamos que namorar, nas escolinhas, com as ciências humanas (filosofia, ética, sociologia e antropologia). Contudo, vejam o complicador! Em meio a esse barril de pólvora, muitos dirão que tal proposta pedagógica é uma “dominação comunista”. Por isso, eu acho que, infelizmente, a corrupção ainda nos assombrará por muito tempo.

Régis Eric Maia Barros