Demonstre o seu amor

Leo e Ben amor

O tempo é uma dimensão binária e dialética. Ao remediar a angústia, o tempo atua como remédio, portanto ele funciona como um interessante aliado. Por outro lado, o tempo corre e, ao correr, podemos perder muito, sobretudo quando não nos atentamos para aquilo que é, de fato, importante para a nossa vida. Então, temporalmente, nos perdemos e o pior é que, ao caminhar assim, perderemos muito mais – a oportunidade de aproveitar aqueles que valem à pena. Convivemos com quem amamos, mas, por vezes, não materializamos esse amor. O cotidiano nos conduz e somos movidos a repetir a rotina de forma emocionalmente robótica. Gradativamente, um simples “eu te amo” vai se tornando escasso. A atitude de beijar, abraçar, andar de mãos dadas e valorizar o ser amado fica em segundo plano, pois os compromissos da vida material vão sendo priorizados em relação a tais necessidades.

E o tempo? Eu o descrevi no começo dessa reflexão. O tempo urge. O tempo voa. O tempo passa. E quando isso acontece, o ser amado poderá não estar mais ao seu lado. Eis o tempo machucando, mas, na realidade, ele machuca não por ter criado a demanda, mas sim por que o tempo evidencia a sua culpa no processo de congelamento do amar. Ele mostra que você poderia ter materializado mais o seu amor e que existiram inúmeras oportunidades para isso. Contudo, você não o fez. Você elencou as suas prioridades e, nesse contexto, a materialização do amor para o ser amado perdeu espaço na sua agenda. Agora, na ausência da pessoa amada, você deseja falar um “eu te amo” a cada 5 minutos. Você deseja beijá-la ininterruptamente. Você deseja abraçá-la desvairadamente. Você deseja amá-la infinitamente. Por que fazemos assim somente na ausência? Aqueles que amamos estão, sempre, disponíveis a receber essa materialização do nosso amor. É isto que faz pulsar a vida. É disto que a humanidade precisa – amar e ter demonstrações de amor. Como falei acima, acredito que nos perdemos e, por se perder, perderemos a oportunidade de amar e ser amado. Em meio a tantas perdas, ficará a vontade de ter agido diferente, visto que, o tempo pisca para nós e a cada piscada os anos se passam.

Cada segundo é tempo para amar e para mostrar que amamos. Serão segundos efêmeros, mas de riqueza eterna. Por isso, devemos aproveitar a dialética da unidade tempo. O amor demonstrado na fração de segundos poderá se materializar para o todo e o sempre. Esse amor será o leme e o lema para a nossa vida. Portanto, materialize seu amor em todos os segundos possíveis. Não se canse de mostrar que você ama os seus amados.

 

Régis Eric Maia Barros