A minha redescoberta da medicina

Eu li boa parte dos livros mais famosos utilizados na formação médica. Acho que todos os meus colegas médicos também leram. Criava-se, inclusive, um jeito peculiar de nomeá-los. Nós os apelidávamos pelo nome do autor. Então, fizeram parte das minhas leituras e madrugadas de estudo o “Moore”, o “Sobotta”, o “Robbins”, o “Guyton”, o “Junqueira” e por aí vai. Vários outros livros em todas as disciplinas existiram, mas não vou citá-los aqui. Todos eles foram e são fundamentais e indispensáveis ao saber e a formação médica, porém confessarei a você algo inusitado – eu redescobri a medicina nas leituras não…

0 comentário

A escuta e o acolhimento de um psiquiatra

  Em psiquiatria, não há muitos exames que permitam diagnosticar as dores emocionais. Na verdade, os padecimentos da alma, causados pelas doenças mentais, só podem ser acessados por um instrumento: a escuta. Isso, obrigatoriamente, coloca a psiquiatria no patamar de uma das especialidades médicas mais apaixonantes, visto que, resta ao psiquiatra, como instrumento terapêutico, o ato de acolher e escutar para depois diagnosticar e tratar. Por isso, a psiquiatria ainda representa a medicina romântica. Aquela medicina onde o médico poder atuar de forma aguerrida usando a si mesmo como terapêutica. Por mais que a ciência avance e a tecnologia prospere,…

0 comentário

A base da medicina é o amor

Que a fisiologia, a anatomia, a histologia, a patologia e as outras disciplinas da medicina me perdoem. Sou sabedor da importância de todos esses saberes, mas entendo, postulo e defendo que a base da medicina está no amor. Sem amor, o médico não conseguirá exercer a medicina, mesmo que domine todas as disciplinas. Não me entendam mal. Não estou aqui pedindo para que os novos médicos esqueçam os conhecimentos básicos e clínicos da medicina. Só estou querendo provar que o amor é a motricidade da arte médica. O amor é mais profundo do que qualquer bisturi, visto que, ele pode…

0 comentário

A internação psiquiátrica deve ser breve

A maioria das internações psiquiátricas pode e deve ser breves. Excetuando-se as condições de refratariedade ao tratamento ou as situações sociais graves que acompanham alguns casos, a sintomatologia psiquiátrica pode ser melhorada em tempos relativamente curtos. Daí, o tratamento deve ser continuado na organização extra-hospitalar. Nesse novo cenário de mudanças nas políticas de saúde mental, isso precisa ser reafirmado, sobretudo, agora, com uma incursão mais robusta das comunidades terapêuticas (CTs) na rede de saúde mental. Inclusive, essa inserção terá suporte financeiro governamental. O paciente psiquiátrico deve ser tratado fora dos muros hospitalares. Ele precisa estar na comunidade. Isso diminui estigmas…

0 comentário