Ainda há esperança…

 

 

Em meio ao meu niilismo frente à atual frente conservadora e tirana desse mundo louco, tive um sopro de esperança. Ao assistir o discurso da fantástica Meryl Streep na premiação do Globo de Ouro 2017, percebi que não estou só. Na verdade, nunca estive. Quem sabe somos muitos. Melhor, eu tenho a certeza de que somos! Não sei se somos a maioria, mas somos muitos, sim.

 

Então, se você tiver a curiosidade de assistir o link abaixo com o discurso dela, perceberás que o que ela diz pode ser reproduzido em várias realidades. Um mundo em que se criam, constantemente, estratos diferentes (“superiores” e “inferiores”). Daí, temos várias dicotomizações tolas de modo a criar grupos “melhores” e “piores”. Fica claro que “os melhores” deveriam ter, nessa ótica, mais direitos do que “os piores”. Isso alimenta preconceitos, massacres, exclusões e violência. O produto é um só: ódio e intolerância. Consequentemente, o caos está próximo, mesmo que a falsa roupagem da ordem tenha sido divulgada em bravatas falaciosas. Quando somos desrespeitados, haverá uma tendência de que atuemos com desrespeito. Quando sofremos com atitudes violentas, nós podemos nos perder em atos de violência em resposta. Portanto, é verdade o que Meryl Streep afirmou: “violência incita violência e o desrespeito incita desrespeito”.

 

Vivemos numa era de violência, desrespeito e de exclusão

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=SicvEQoJOKk

 

 

Régis Eric Maia Barros