A vida é muito tênue para passar em branco

Chaplin

 

Algumas pessoas não vivem e, ao invés de viver, elas apertam o piloto automático e empurram o existir numa rotina repetida e monótona. Não se jogam no mundo nem se arriscam pelo medo de errar. Nelas, há uma espécie de acovardamento que elimina o desejo de ultrapassar as barreiras e os obstáculos. Infelizmente, essas pessoas produzem uma vida biológica de acordar – comer – dormir para que, no outro dia, o ciclo seja repetido. Mas a vida é tênue para todos nós e só pensamos nessa efemeridade quando, de uma forma ou de outra, a morte nos espreita. Por que precisamos esperar um cutucar da morte para acordar para a vida se nós podemos viver intensamente todos os dias? Podemos, sim, nos jogar nessa grande viagem do viver. Pouco me importa se acontecerão erros. Se eles vierem, que bom, pois poderei melhorar. Pouco me interessa se posso me machucar, visto que, os machucados me evidenciarão os espinhos da vida e, conseqüentemente, poderei me proteger cada vez mais. Eu quero dançar, trabalhar, escrever, estudar, ler, namorar, beijar, sonhar, lutar minhas artes marciais e me deliciar com a minha família. Se eu morrer amanhã, eu vivi. Se eu partir amanhã, certamente, de onde estiver, olharei para o mundo terreno e responderei: “valeu a pena viver! Não passei em branco…

 

Faça o mesmo! Lute por sua vida até os últimos momentos dela.

 

Régis Eric Maia Barros