A verdade sobre a Cannabis Medicinal

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A Cannabis tem papel terapêutico e medicinal. Fato e ponto pacífico. Quem defende o contrário ou está desatualizado ou é perverso. Cannabis é mais do que Canabidiol (CBD) e, portanto, defender somente esse canabinóide, como molécula terapêutica, é obscurantista. Quem padece de dores e sintomas precisam de tratamento. É justo, científico, ético e humano que elas possam ter tratamento. Eis que a Cannabis Medicinal surge para validar tudo isso – a justiça, a ética, a ciência e a humanidade. Muitos usam o extrato artesanal da Cannabis para combater seus infortúnios da saúde. E a grande maioria, ao usar, está se sentindo melhor. Muitos, inclusive, estão garantindo isso com medidas judiciais cabíveis as quais são apoiadas por médicos nos autos processuais. A grande maioria da população brasileira e, portanto, dos pacientes não tem condições para desembolsar um valor oneroso de dinheiro a fim de comprar as medicações manufaturadas produzidas a partir da Cannabis. Eis que elas extraem artesanalmente o oléo da planta a partir de um processo de coleta. Elas usam e elas melhoram dos sintomas e das doenças. Então, objetivamente, qual o crime que elas estão realizando? É criminoso cuidar de si e cuidar de quem ama? Sou médico e percebo que esse é o sentido da medicina – o cuidar. Entendo que ser contrário a isso significa ser contrário a existência da própria medicina. Vários proibicionistas usam rótulos científicos para se posicionarem contrariamente ao uso da Cannabis Medicinal. Primeiro, postulo que esses argumentos científicos dos proibicionistas são falhos, tendenciosos e obtusos. Segundo, se há dor, sintoma grave e doença temível, que melhoram com a Cannabis Medicinal, o discurso proibicionista perde totalmente o sentido e a coerência. É muito fácil querer positivar normas, regras e proibições quando estamos falando da dor alheia. Quero ver é ser um proibicionista quando se usa a Cannabis Medicinal e ocorrem melhoras em si e naqueles que você ama. O olhar proibicionista, travestido de ciência, é cruel e controlador. É um olhar arrogante e desprovido de afeto. É um olhar sem alteridade e sem respeito a dor do outro. É um olhar abominável que não encontra respaldo na medicina e na ciência, visto que, a medicina e a ciência não servem para nada sem essa alteridade em relação a dor alheia. Sem perceber, vamos nos embrutecendo. Por fim, deixo público o meu apoio e a minha militância para a pauta da Cannabis Medicinal. As pessoas, independente de classe social, credo, ideologia e religião, têm o direito de buscarem ficar boas. Todos têm esse direito. Ninguém que faz uso de Cannabis Medicinal é bandido. Na verdade, o que realmente é dissocial e bandido é querer proibi-las de correr atrás do conforto.

Régis Eric Maia Barros
Médico Psiquiatra