A real beleza do que é belo

belo

Ao me debruçar em algumas leituras Socráticas, pude ter melhores respostas sobre a beleza em sua essência e isto foi “belo”, sobretudo neste mundo em que ela está cada vez mais volátil.

Pois bem, do meu jeito e com minha forma de escrever, eu ressalto a essência da beleza conforme postulado por Sócrates.

Assim, eu percebo:

O belo concreto e particular não faz frente a essência da beleza universal, visto que, a beleza transcende as “bonitezas” concretas dos exemplos pontuais. O mundo é composto de coisas belas e feias. E mesmo aquilo que se parece belo para muitos, não será belo para todos. E caso existisse alguma coisa que fosse bela para todos o humanos da face da terra, não seria para sempre, pois o belo concreto muda com o tempo. O que era belo, em termos particulares, no passado poderá não ser belo hoje, o que é belo, em termos particulares, hoje poderá não ser no futuro. O belo particular depende, portanto, da impressão, também particular, de cada um. Contudo, a beleza em sua essência é universal e imutável. A beleza, em sentimento, não muda. Jamais mudará. O conceito abstrato desta beleza é universal. É esta a beleza que devemos alimentar na nossa vida. É esta a beleza que devemos usar para responder as demandas da nossa vida. Infelizmente, estamos, cada vez mais, buscando o belo particular (roupas belas, carros belos, corpos belos, rostos belos, plásticas belas e várias outras coisas belas). Mas quem te disse que isto é belo? Qual a essência da beleza destas várias demandas objetivas? Faço um trocadilho: a beleza, em sua essência, é a essência do que é bom. Portanto, de forma universal, ela não mudará. A verdadeira beleza não tem endereço em corpos, objetos, contas, status, cargos e outros amuletos concretos humanos. Ela está em todos os lugares, mas não materializada nisto. Encontre-a no olhar dos filhos para suas mães no ato de amamentar, encontre-a no beijar dos amantes, encontre-a no existir dos seus filhos, encontre-a no florescer e no amanhecer, encontre-a no sorrir dos seus pais e por aí vai. Em outras palavras, ela existe e pode ser percebida, mas nunca reduzida a estas bobagens materiais e mundanas.

Esta beleza em essência universal é “bela” e cabe a mim e a você encontar a beleza da vida

Abraços e boa semana