A minha missão

Leo e Ben na rede

Tenho uma missão que ao mesmo tempo é vital, importante e prazerosa. Com ela, caminharei até os fins dos meus dias. Para ela, usarei todos os meus recursos internos e externos. Por ela, eu existo. A partir dela, sentir-me-ei realizado.

Sou um missionário na amorosa e fiel missão de cuidar dos meus filhos. Uma missão nobre que permite o homem ser pleno e que leva o ser humano a entender o porquê da sua existência. Nessa jornada, o amor se mostra vivaz e a paixão sempre é calorosa. O cuidar, o abraçar, o beijar, o proteger e o ensinar faz de mim o que eu quero ser – um pai presente, sempre presente. A presença deve ser uma dimensão que transcende a corporeidade física. Na verdade, a principal presença deve ser do afeto e do carinho, pois, com eles, haverá a contingência e a real proteção. Em conseqüência dessa presença, o ser se desenvolve e o futuro poderá ser verdadeiro e enriquecido. Esse é o maior prêmio nessa missão – o fato de ver os filhos acontecendo em felicidade. Para tal, o caminho não é material, mas sim emocional.

Será um caminhar com doação de bondade, respeito, limites, afetuosidade e ensinamentos. Isso é doado e nunca poderá ser comprado. Nos dias de hoje, cada vez mais, temos dificuldades para encontrar tais doações. Conseqüentemente, alguns filhos de hoje serão, no futuro, adultos atormentados ou adoentados em face de infâncias frágeis. Uma pena! A missão não foi compreendida pelos seus pais ou eles não tiveram recursos emocionais para executá-la.

Eu amo de paixão essa missão. Um dia poderei falar para o Léo e o Ben sobre a nobreza dela bem como da importância deles nas futuras missões para seus filhos. O feedback do sucesso desse ato missionário se materializa nos detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos por todos nós. Contudo, eu estarei atento para eles e perceberei os olhares e as mensagens subliminares que me responderão sobre tudo dessa missão-amor.

Ao final de tudo, quem ganhará mais? Eu ou as crianças? Claro que serei eu, pois cuidando deles, cuido de mim. A felicidade deles alimenta-me de felicidade. O sorriso deles permite-me transbordar de alegria. Por fim, a segurança deles sinaliza que poderei partir em paz.

Assim, será. Assim, serei. Um pai apaixonado pelos seus filhos e com uma missão fabulosa que tende a ser vitoriosa, pois farei de tudo para ser. Por fim, compartilho esse olhar com todos que me leram, visto que, quem sabe, seja uma missão universalmente incorporada.

Régis Eric Maia Barros