A dor da depressão

deprimido

Machuca;
Apavora;
Aparta;
Atropela;
E o coração;
Se dilacera;
Só sabe quem sentiu;
Quem não passou;
Não entende;
Mente em tumulto;
Mentiras do inconsciente;
Mente aquele que nega;
Seu poder e sua tragédia;
Noites amarguradas;
Sol enegrecido;
Quartos repartidos;
Entre desejos carcomidos;
Fúria química;
Amargura nada distinta;
Sonhos acordados;
Roteiros entrecortados;
Físico e mental;
Assim, é o seu irracional;
Selvagem tão quão um animal;
Que morde;
Que cospe;
Que pisa;
Bagaços humanos;
Faltando o ar;
Respiração trôpega;
Fantasmas psicodinâmicos;
Esfarelando o âmago;
Essa a dor do deprimido;
Sem igual;
Para tal, sem comparação;
Portanto, respeite quem a sente;
Você não é imune;
Se aprume!
Ela poderá te pertubar…
Respeite aquele que sente;
Seja humano e não um trapo;
De engano;
Mate seu preconceito;
Ele não serve;
Nunca serviu nem servirá.

Régis Eric Maia Barros