A certeza de Deus

Atravessamos dias a questionar. Passamos tempos a duvidar. Ora acreditamos, ora, de forma cética, negamos. Mas, no fundo, até o maior descrente, pensa: onde poderia encontrar Deus?

Nas dores, ele é lembrado. Na agonia, ele é chamado. Assim, somos nós, humanos. Sempre tendemos a crer quando nos é conveniente ou atraente. Existem provas da existência de Deus? Se a ciência busca provas, pautadas no método científico, ela se afasta do empirismo das provas não laboratoriais.
A verdade é que tendemos a caminhar com o empobrecimento estático que esse método cartesiano produz. Se por um lado, a ciência nos permite evoluir, por outro, é possível que ela nos transforme em seres mais frio, sobretudo quando a levamos no pé da letra.

Nas minhas reflexões, entendo que Deus e o amor se misturam e se confundem. E como poderíamos provar a existência do amor? Qual delineamento nós utilizaríamos para esse propósito? Enfim, uma tarefa difícil e, por que não dizer, de uma pretensão arrogante sem igual. Simplesmente, amamos, visto que, não haverá sentido existir sem amor. Quando esquecemos ou nos afastamos do amor, nós nos embrutecemos e agimos com uma perversão assustadora. Os motivos desse afastamento são diversos, mas a presença do amor revela o vínculo divino, existente em todos nós.

Esse amor não precisa de estruturas suntuosas. Ele simplesmente é. Ele simplesmente está. Daí, a prova de Deus, pois o amor é o seu legado. O amor é o seu reinado. O amor é o porquê de tudo.

A certeza de Deus não está no método científico, mas sim no simples contato amoroso com o simples que, por sua vez, propaga um amor ainda maior.

Régis Eric Maia Barros